2º Etapa – Metanol e Filtração

Após a selecção das frutas, o próximo passo consiste na preparação das mesmas (limpar, descascar, cortar, triturar) para a colocação do metanol, que tem como fim a extracção de compostos vegetais antioxidantes (incluindo vitaminas, carotenóides, entre outros).

A seleccionar as "uvas"

Preparação dos "figos de cacto"

Preparação dos araçás

A triturar os "figos de cacto"

A triturar os araçás

Adicionando metanol

A misturar o preparado anterior

Metanol + Uvas-do-Brasil

Metanol + fruto da Costela-de-Adão no agitador magnético

De seguida, após o repouso do preparado, para separar o conteúdo concentrado da parte não utilizável (a fruta triturada), fez-se uma filtração.

Filtração do preparado metanol + uvas-do-Brasil

Filtrado dos "figos de cactos", araçás e frutos da costela-de-Adão respectivamente

O filtrado será posteriormente destilado, ou seja, o metanol irá ser evaporado por um evaporador rotativo que se encontra na Universidade dos Açores.

Evaporador Rotativo

Como se pode comprovar pelas imagens, até ao momento não foi possível obter os extractos concentrados de cada fruto para efectuar o teste do DPPH, portanto, os objectivos desta primeira fase não foram atingidos. Contudo, pretendemos concluí-los para o próximo período.

Seguiu-se uma diferente metodologia experimental para as E. umbellata que não resultou e que será explicada mais detalhadamente numa postagem futura.

Elaborado por Grupiv

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1º etapa – Selecção de frutas

Das milhares escolhas possíveis no campo das frutas para testarmos o poder antioxidante, escolhemos para esta primeira tentativa as seguintes frutas:

  • Elaeagnus umbellata, conhecidas como uvas-do-Brasil ou de forma errada como groselhas;
  • Psidium cattleianum, conhecidas como araçás;
  • Monstera deliciosa, conhecida como costela-de-Adão ou banana macaco;
  • Opuntia, um género de “figos de cactos”.

Araçás: frutos de pequenas dimensões em forma de baga, sendo constituído por uma polpa esbranquiçada com várias sementes, podendo a sua casca ser amarela ou vermelha. Os seus arbustros são de folha perene (persistente), que florescem de Junho a Dezembro e têm frutos de Setembro a Março. São ricos em vitaminas A, B e C e sais minerais. Além disso, possuem fibras, ácido fólico e cítrico. Deduz-se da sua composição química que será um bom antioxidante.

Para mais informações:

http://plantas-medicinais.me/tag/planta-medicinais/page/2

http://www.hort.purdue.edu/newcrop/morton/cattley_guava.html

Araçá comido por um pássaro

Amostra utilizada

Uvas-do-Brasil: proveninente da Ásia (da zona dos Himalaias e Japão), é um fruto de pequenas dimensões de cor vermelha, podendo ter pontos brancos. Estes frutos são muito ricos em vitaminas A, B e E, flavonóides, ácidos gordos , proteínas e licopenos. Devido à sua constituição, admite-se que tem um poder antioxidante e há estudos acerca do seu papel na prevenção do cancro na próstata.

Em São Miguel (Açores), estes arbustros encontram-se em pastos, que crescem de forma selvagem sem serem cuidados, sendo considerado uma espécie invasora.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Elaeagnus_umbellata

Uvas-do-Brasil ou gumi

Costela-de-Adão: fruto proveniente do México. As suas folhas são perfuradas e às “tiras”, sendo semelhantes às costelas de uma pessoa. A casca do fruto é uma espécie de escamas que soltam-se naturalmente depois de maduro. O seu interior é esbranquiçado assemelhando-se a um ananás. Toda a planta é tóxica devido ao teor de ácido oxálico à excepção do fruto quando se encontra próprio para consumo. Normalmente é usado em jardinagem e decoração de halls de entradas em hotéis e outros.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Monstera_deliciosa

Folha da costela-de-Adão

Flor da costela-de-Adão

Costela-de-Adão ainda verde

Casca da costela-de-Adão

Opuntia: género da família Cactaceae (cactos) nativa do continente americano. Os seus frutos podem ser comidos ao natural, na confecção de doces ou batidos. Como todos os cactos, apresenta espinhos até no fruto, sendo nos últimos de menores dimensões. Há estudos realizados acerca do seu efeito para combater a diabetes II, diarreia, dores de estômago e ressacas, mas não são conclusivos. É utilizado para fabrico de corante e em cosméticos.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Opuntia

Opuntia ainda sem frutos

Opuntia com frutos ainda verdes

Fruto maduro

Autoras: Ângela Medeiros e Juliana Ponte