Antioxidantes também assumem o papel de vilão!

Os alimentos são fontes de vários nutrientes que devem actuar em conjunto para poder prevenir certas doenças, por isso os estudos com frutas e legumes mostram resultados mais concretos no que diz respeito à protecção da saúde do que estudos com nutrientes isolados. Os níveis plasmáticos de antioxidantes podem servir como referência de uma alimentação saudável.

A acção preventiva de antioxidantes pode ocorrer precocemente na progressão da doença, mas ser ineficaz posteriormente. O excesso de antioxidantes, poderá, ao longo da sua evolução remover a pressão que modela sistemas endógenos (do próprio organismo), levando a uma não expressão de genes envolvidos na defesa do nosso corpo. Este excesso também pode inibir a proliferação de células saudáveis e diminuir a adaptação ao “stress oxidativo”.

De muitos tipos de antioxidantes, existem quatro importantes: a vitamina C, a vitamina E, os betacarotenos e os flavonóides. O excesso destes podem causar danos no nosso organismo (os quais devemos estar informados)  e dos quais vou falar um por um ao longo do texto.

Vitamina C e vitamina E:

As vitaminas são essenciais para que nos mantenhamos saudáveis, mas quando tomadas em excesso provocam danos colaterais. A vitamina C provoca danos como indigestão, diarreia, sinais de intoxicação (náusea, vómito, diarreia, dor de cabeça, rubor na cara, fadiga, perturbação no sono e envenenamento em caso de pessoas que tenham acumulação de ferro no organismo).

O excesso de vitamina E vai aumentar a necessidade de vitamina K, o qual poderá causar hemorragias em indivíduos que utilizam medicamentos anticoagulantes.

Citrinos - fonte de vitamina C

Betacarotenos:

A acumulação deste antioxidante só tem um único malefício que é o aparecimento de uma coloração amarela na pele.

Flavonóides:

Em recém-nascidos, o excesso destes aumenta a incidência de leucemia, por isso é que mulheres na sua gravidez precisam de ter em atenção quando ingerem e em que quantidade.

Chá verde, uma bebida rica em flavonóides

Estatísticas realizadas mostram que existem pessoas portadoras de cancro que ingerem suplementos vitaminais, o que lhes pode trazer efeitos prejudiciais se tomadas em excesso, e tendo em conta que estes suplementos misturam vitaminas com minerais, a situação pode-se agravar quando este entra no aparelho digestivo onde há como uma “competição” entre os nutrientes de forma a serem absorvidos.

Informe-se , seja inteligente, proteja-se destes danos prejudiciais e viva !

Autora:

Carolina Murta*

Fontes:

http://www.copacabanarunners.net/vitamina-c.html

http://esclerosemultipla.wordpress.com/2006/06/10/perigos-das-vitaminas-e-minerais-em-excesso/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Betacaroteno

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/vitaminas/vitamina-p-rutina.php

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Vitaminas vistas à lupa

As vitaminas, como já foram referenciadas na postagem “ABC das vitaminas”, são compostos orgânicos que não são sintetizados (ou em quantidades muito baixas) pelo organismo, daí a necessidade de as ingerir através dos alimentos. Estas podem ser hidrossolúveis ou lipossolúveis.

Entre as várias funções que desempenham no corpo, destacam-se:

  • O seu poder antioxidante – as vitaminas podem doar os seus electrões aos radicais livres. A vitamina E (tocoferol), por ser solúvel em lípidos, difunde-se pelas membranas celulares e “sequestra” os radicais livres, mantendo a integridade dos epitélios ou tecidos epiteliais (células de revestimento);

Esquema da membrana celular. As vitaminas não permitem que o colesterol (o LDL) seja oxidado, não tornando prejudicial dessa forma

  • O seu contributo na acção enzimática – as reacções metabólicas requerem enzimas que são activadas pelas vitaminas. Neste caso, devido à sua natureza orgânica, são chamadas de coenzimas ou cofactores. Estes, permitem a degradação dos alimentos e respectivas moléculas de grandes dimensões nos diferentes órgãos, obtendo como produto final substâncias não nocivas ou de fácil eliminação, como o dióxido de carbono e a ureia;

  • A capacidade de regular quantidades de minerais no organismo – a vitamina D permite a fixação do cálcio nas estruturas ósseas.

Nunca é demais relembrar que a falta de vitaminas só traz prejuízos. Depois de ter mais conhecimentos acerca destes compostos, ainda tem dúvidas em aumentar as suas doses de frutas e legumes?

Autora: Ângela

Fontes:

http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/vitaminas.htm

http://saude.hsw.uol.com.br/antioxidantes3.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52731999000200001&script=sci_arttext

Radicais livres vs Antioxidantes

Actualmente, os cientistas tendem a concentrarem-se no papel que os nutrientes podem ter na manutenção da saúde, nomeadamente na redução do risco de desenvolvimento de doenças crónicas e em determinadas formas de cancro.

Muitas destas investigações têm como alvo nutrientes que contêm vitamina C, E e betacaroteno, sendo estes denominados por antioxidantes devido à sua capacidade de defender o organismo dos radicais livres. Esta característica dos antioxidantes é importante na redução de certas patologias (envelhecimento precoce e a doença de Alzheimer, por exemplo).

Os radicais livres têm em comum o modo como os seus electrões estão dispostos. Em condições normais os electrões encontram-se aos pares, o que lhes confere estabilidade, no entanto, nos radicais livres existem sempre um ou mais electrões desemparelhados, sendo estes instáveis e prejudiciais para a saúde.

free-radical

Estes, normalmente formados por processos metabólicos (respiração celular) podem aumentar, em resultado de factores externos como a poluição ambiental, radiações ionizantes (raios-X), entre outros. Os radicais para se tornarem estáveis têm duas hipóteses: tirar/dar um electrão a uma molécula/átomo vizinho, mas isto levará sempre a formação de radicais, sendo por isso necessário os antioxidantes.

Os antioxidantes vão em defesa, principalmente das proteínas, dos lípidos das membranas celulares e do ADN. Estes podem ter duas origens: em sistemas defensivos do organismo controlados por metalo-enzimas e enzimas que contém um ião de metal ou em nutrientes antioxidantes como a vitamina E (encontrada nas nozes, peixe, avelãs, entre outros), vitamina C, (citrinos, morangos, entre outros) e o betacaroteno (pigmento natural das plantas, frutos e vegetais).

Não acha que é tão fácil ajudar o nosso organismo a proteger-nos?

Medicina Ortomolecular? Nunca ouvi algo parecido…

Vitaminas e Minerais são essenciais

Nutrientes são essenciais!

Nos dias de hoje são poucas as pessoas que pensam duas vezes no que comem. À segunda-feira: pizza; à terça-feira: bife com batatas fritas; à quarta-feira: bacalhau com natas. Num piscar de olhos, o organismo desregula-se – os níveis de gordura aumentam e os de açúcar e sal não descem. Uma das soluções mais óbvias será ter uma dieta mais saudável. Ora, a medicina ortomolecular pode ajudar nesse sentido.

Alguma vez foi à secção da medicina ortomolecular num hospital? A resposta é não, pois aos olhos da medicina convencional, esta “prática” ainda não possui fundamento científico suficiente, assim como outros ramos da medicina alternativa (homeopatia, por exemplo).

O termo ortomolecular – orto (certo) + molecular (moléculas) – foi introduzido por Linus Pauling (diagrama das configurações electrónicas de átomos) e defende um lema: restabelecer o equilíbrio químico. As “armas” utilizadas são nem mais nem menos do que as vitaminas, os minerais, as proteínas, entre outras opções. Como nem todas as pessoas têm o mesmo organismo, as doses de cada nutrientes também será diferente.

Parece ser uma terapia fácil e acessível, não é? Contudo, pode corrigir várias carências alimentares (cada vez mais comum), prevenir doenças como o temível cancro, “vigiar” situações de risco como a hipertensão ou simplesmente melhorar a qualidade de vida.

O que acha sobre este assunto? Não se esqueça de comunicar as suas ideias!