Detecção de radicais livres

Ao longo do tempo podemos concluir que a meia vida dos radicais livres é muito curta, dificultando assim a sua detecção. Apesar de os métodos diagnósticos ainda conterem algumas limitações, é possível ter uma noção do nível de RL por meio de exames laboratoriais que utilizam, preferencialmente, o sangue ou por observação microscópica, incluindo as medições indirectas de metais pesados que agem como intermediários na produção de radicais livres. Para que se possa “passar por cima” dessas dificuldades, muitos métodos baseiam-se na detecção de produtos estáveis pela acção dos radicais livres de oxigénio (RLO’s), tais como os hidroperóxidos.

A peroxidação lipídica desencadeia várias acções nocivas à célula, podendo resultar na sua morte

Além do método do DPPH, outro procedimento disponível para sua detecção é conhecido o método TBARS – um dos mais utilizados para estudos de peroxidação lipídica (mudanças na membrana celular que pode levar a entrada de corpos estranhos na célula e mutações a nível dos organelos) que consiste em fazer reagir o malondialdeído (bioindicador que resulta da decomposição de peróxidos instáveis derivados de ácidos gordos poliinsaturados) e que pode ser quantificado por colorimetria quando este reage com o ácido tiobarbitúrico.

Amora, um fruto rico em compostos fenólicos (antocianinas)

Porém, também podemos utilizar o método de Folin-Ciocalteau que consiste numa oxidação-redução entre os polifenóis e o reagente de Folin da qual resulta uma cor azul, tendo uma absorvância no comprimento de onda 765nm que permite a quantificação dos compostos fenólicos (fitonutrientes com poder antioxidante).

Apesar de terem as suas diferenças, ambos os métodos são utilizados tanto em animais, como em plantas.

Estes e uns outros tantos contribuem para a nossa e para a investigação de muita gente. Ajude-nos a progredir no nosso trabalhão e a transmitir a melhor das informações!

Autora: Carolina Murta

Fontes:

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://www.genprice.com/tbars.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40421998000600020

http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?id=92

http://felix.ib.usp.br/bib141/Projetos_2008.pdf

Imagens retiradas de:

http://andreiatorres.blogspot.com/2009/11/cha-verde-previne-fibrose-do-figado.html

http://perfisurbanos.wordpress.com/2009/09/18/

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3º Etapa – Análise no colorímetro

No passado dia 18 de Janeiro, a Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores disponibilizou-se para nos ajudar na análise dos extractos no colorímetro (para os mais esquecidos –> Colorímetro).

Os extractos já evaporados

Iniciou-se com a preparação das soluções de DPPH, vitamina C e dissolveu-se uma pequena porção de cada extracto em metanol.

Solução de DPPH à esquerda e solução de vitamina C à direita

De seguida, adicionou-se a solução de DPPH a vários tubos de ensaio e respectivas soluções dos extractos e vitamina C para ver se ocorreria a sua redução (mudança da cor violeta para amarelo).

Soluções de DPPH antes de serem adicionados os extractos e vitamina C

Finalmente passou-se para a análise no colorímetro em si, no qual foi possível determinar a absorvância e transmitância de cada solução, podendo assim determinar a sua concentração em teor antioxidante.

Soluções de DPPH + extractos e vitamina C após algum tempo. Repare como as soluções reduzidas possuem uma coloração amarela ou mais clara.

Autoria: Ângela e Juliana

Método DPPH

Entre os vários processos para a detecção de radicais livres nos organismos ou o poder antioxidante de uma certa substância, seleccionamos o Método do DPPH.

O DPPH (2,2–Difenil–1–picril–hidrazila) é um radical livre que fica reduzido ao receber um H (hidrogénio) de uma substância dadora (o antioxidante), tornando-se numa molécula estável (fica assim sem necessidade de oxidar outros compostos). Este radical possui, em solução, cor violeta e muda para amarelo ao ser reduzido, ou seja, sofre uma descoloração. E como já devem estar a pensar, quanto maior o potencial antioxidante de uma alimento, mais rápido e acentuada será essa descoloração. Ora, a mudança de aspecto é facilmente detectável, o que torna este método simples e prático.

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Para obter dados com maior precisão, utiliza-se um espectrofotómetro (que será explicado posteriormente) ou um colorímetro, devido à forte absorção de comprimentos de onda na banda dos 515nm por parte do DPPH. Grupiv terá auxílio deste último aparelho mencionado.

Nesses instrumentos, o feixe de luz ao contactar com a solução DPPH + alimento, indicará a quantidade de radiação que absorveu, podendo assim marcar um gráfico de absorvância – concentração de soluto.

Adaptado de protocolos fornecidos pela Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores.

Autora: Ângela Medeiros

Anúncio oficial-Planificação do Projecto

Medicinas Alternativas-Medicina Ortomolecular

Análise do poder antioxidante de produtos alimentares típicos da região, segundo o método DPPH

Palavras que caracterizam o projecto

Palavras que caracterizam o projecto

Questão- problema: Qual o poder antioxidante de produtos diferentes típicos da região? O poder antioxidante será diferente consoante o método de o extrair?

Objectivos:

–        Pesquisa e organização de informação;

–        Testar os efeitos dos radicais livres e antioxidantes em  condições ambientais diferentes;

–        Testar o efeito antioxidante de diferentes extractos de produtos alimentares típicos da região com o Método DPPH;

–        Elaborar a metodologia experimental da análise de radicais livres e antioxidantes;

–        Obter resultados diferentes nos vários testes realizados;

–        Inquérito.

Produtos:

  • Vídeo;
  • Relatórios de grupo;
  • Portfólio;
  • Blog informativo.