Mais um passo no projecto: novas amostras!

Chegando à época das anonas cá na região, decidimos aproveitar este fruto para analisar o seu poder antioxidante. Deste modo, também seleccionamos as caiotas ou chuchu (nome conhecido em outras zonas do país e no Brasil).

Anona utilizada por Grupiv

Caiota utilizada por Grupiv

Annona cherimoya, conhecida simplesmente como anona, é uma espécie nativa da América Central, sendo o fruto de cor verde e com pequenas “depressões” e o seu interior branco com sementes pretas. Estas últimas são tóxicas uma vez ingeridas, daí servirem de insecticida natural. É um fruto rico em fósforo, ferro e vitamina C.

Sechium edule, conhecida como caiota, é uma espécie das família das cucurbitáceas (plantas rastejantes e trepadeiras, como a abóbora, o pepino, o melão, entre muitos outros) também nativa da América Central e considerada como um fruto devido ao facto das suas sementes estarem incorporadas por uma parte comestível. É rico em fibras, potássio e vitaminas A e C. Toda a planta é comestível.

Procedeu-se então da mesma forma do que as frutas anteriores para a extracção de compostos antioxidantes em metanol e filtração (para os mais esquecidos –> 2º Etapa – Metanol e Filtração). Como as caiotas são consumidas maioritariamente cozidas, decidimos fazer dois extractos para tal, um com este fruto cozido e outro deste fruto ao natural.

Anona cortada ao meio

A cozer as caiotas

Caiota cozida no gobelé da esquerda e respectiva água de cozedura no gobelé da direita

Preparado de anona antes de adicionar metanol

Grupiv

 

1ºs Resultados

Ainda realizado no 1º Período, os extractos de Elaeagnus umbellata (uvas-do-Brasil) não poderam ser aproveitados para testar o poder antioxidante.

O objectivo seria averiguar se o ambiente influenciaria na quantidade de antioxidantes. Deste modo o filtrado das E. umbellata foram divididos em três porções iguais, sendo sujeitas a diferentes formas de evaporação:

  • Uma das porções do filtrado foi evaporada naturalmente (à luz e a temperatura ambiente). Contudo, devido à presenças de açúcares, este criou bolor (fungos);
Porção que foi evaporada naturalmente
  • Uma segunda porção foi evaporada ao escuro e à temperatura ambiente. À semelhança do anterior, este também criou fungos;
Segunda porção que foi evaporada ao escuro
  • Finalmente, a terceira porção foi evaporada por destilação simples, tendo-se obtido um extracto em menores quantidades do que a esperada. Apesar disso, como não foi possível controlar a temperatura da destilação, este não se encontra em condições de ser analisado.

Como este processo não correspondeu às nossas expectativas, decidimos mudar de estratégia: os passos posteriores à filtração foram realizados na universidade com o auxílio do evaporador rotativo, para não corrermos o risco de perder os extractos novamente, uma vez que há um melhor controlo dos mesmos (temperaturas constantes e baixas para não permitir a criação de fungos).

de Grupiv

2º Etapa – Metanol e Filtração

Após a selecção das frutas, o próximo passo consiste na preparação das mesmas (limpar, descascar, cortar, triturar) para a colocação do metanol, que tem como fim a extracção de compostos vegetais antioxidantes (incluindo vitaminas, carotenóides, entre outros).

A seleccionar as "uvas"

Preparação dos "figos de cacto"

Preparação dos araçás

A triturar os "figos de cacto"

A triturar os araçás

Adicionando metanol

A misturar o preparado anterior

Metanol + Uvas-do-Brasil

Metanol + fruto da Costela-de-Adão no agitador magnético

De seguida, após o repouso do preparado, para separar o conteúdo concentrado da parte não utilizável (a fruta triturada), fez-se uma filtração.

Filtração do preparado metanol + uvas-do-Brasil

Filtrado dos "figos de cactos", araçás e frutos da costela-de-Adão respectivamente

O filtrado será posteriormente destilado, ou seja, o metanol irá ser evaporado por um evaporador rotativo que se encontra na Universidade dos Açores.

Evaporador Rotativo

Como se pode comprovar pelas imagens, até ao momento não foi possível obter os extractos concentrados de cada fruto para efectuar o teste do DPPH, portanto, os objectivos desta primeira fase não foram atingidos. Contudo, pretendemos concluí-los para o próximo período.

Seguiu-se uma diferente metodologia experimental para as E. umbellata que não resultou e que será explicada mais detalhadamente numa postagem futura.

Elaborado por Grupiv