1ºs Resultados

Ainda realizado no 1º Período, os extractos de Elaeagnus umbellata (uvas-do-Brasil) não poderam ser aproveitados para testar o poder antioxidante.

O objectivo seria averiguar se o ambiente influenciaria na quantidade de antioxidantes. Deste modo o filtrado das E. umbellata foram divididos em três porções iguais, sendo sujeitas a diferentes formas de evaporação:

  • Uma das porções do filtrado foi evaporada naturalmente (à luz e a temperatura ambiente). Contudo, devido à presenças de açúcares, este criou bolor (fungos);
Porção que foi evaporada naturalmente
  • Uma segunda porção foi evaporada ao escuro e à temperatura ambiente. À semelhança do anterior, este também criou fungos;
Segunda porção que foi evaporada ao escuro
  • Finalmente, a terceira porção foi evaporada por destilação simples, tendo-se obtido um extracto em menores quantidades do que a esperada. Apesar disso, como não foi possível controlar a temperatura da destilação, este não se encontra em condições de ser analisado.

Como este processo não correspondeu às nossas expectativas, decidimos mudar de estratégia: os passos posteriores à filtração foram realizados na universidade com o auxílio do evaporador rotativo, para não corrermos o risco de perder os extractos novamente, uma vez que há um melhor controlo dos mesmos (temperaturas constantes e baixas para não permitir a criação de fungos).

de Grupiv

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1º etapa – Selecção de frutas

Das milhares escolhas possíveis no campo das frutas para testarmos o poder antioxidante, escolhemos para esta primeira tentativa as seguintes frutas:

  • Elaeagnus umbellata, conhecidas como uvas-do-Brasil ou de forma errada como groselhas;
  • Psidium cattleianum, conhecidas como araçás;
  • Monstera deliciosa, conhecida como costela-de-Adão ou banana macaco;
  • Opuntia, um género de “figos de cactos”.

Araçás: frutos de pequenas dimensões em forma de baga, sendo constituído por uma polpa esbranquiçada com várias sementes, podendo a sua casca ser amarela ou vermelha. Os seus arbustros são de folha perene (persistente), que florescem de Junho a Dezembro e têm frutos de Setembro a Março. São ricos em vitaminas A, B e C e sais minerais. Além disso, possuem fibras, ácido fólico e cítrico. Deduz-se da sua composição química que será um bom antioxidante.

Para mais informações:

http://plantas-medicinais.me/tag/planta-medicinais/page/2

http://www.hort.purdue.edu/newcrop/morton/cattley_guava.html

Araçá comido por um pássaro

Amostra utilizada

Uvas-do-Brasil: proveninente da Ásia (da zona dos Himalaias e Japão), é um fruto de pequenas dimensões de cor vermelha, podendo ter pontos brancos. Estes frutos são muito ricos em vitaminas A, B e E, flavonóides, ácidos gordos , proteínas e licopenos. Devido à sua constituição, admite-se que tem um poder antioxidante e há estudos acerca do seu papel na prevenção do cancro na próstata.

Em São Miguel (Açores), estes arbustros encontram-se em pastos, que crescem de forma selvagem sem serem cuidados, sendo considerado uma espécie invasora.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Elaeagnus_umbellata

Uvas-do-Brasil ou gumi

Costela-de-Adão: fruto proveniente do México. As suas folhas são perfuradas e às “tiras”, sendo semelhantes às costelas de uma pessoa. A casca do fruto é uma espécie de escamas que soltam-se naturalmente depois de maduro. O seu interior é esbranquiçado assemelhando-se a um ananás. Toda a planta é tóxica devido ao teor de ácido oxálico à excepção do fruto quando se encontra próprio para consumo. Normalmente é usado em jardinagem e decoração de halls de entradas em hotéis e outros.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Monstera_deliciosa

Folha da costela-de-Adão

Flor da costela-de-Adão

Costela-de-Adão ainda verde

Casca da costela-de-Adão

Opuntia: género da família Cactaceae (cactos) nativa do continente americano. Os seus frutos podem ser comidos ao natural, na confecção de doces ou batidos. Como todos os cactos, apresenta espinhos até no fruto, sendo nos últimos de menores dimensões. Há estudos realizados acerca do seu efeito para combater a diabetes II, diarreia, dores de estômago e ressacas, mas não são conclusivos. É utilizado para fabrico de corante e em cosméticos.

Para mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/Opuntia

Opuntia ainda sem frutos

Opuntia com frutos ainda verdes

Fruto maduro

Autoras: Ângela Medeiros e Juliana Ponte