Antioxidantes: um novo passo na cura da SIDA?

Como todos nós sabemos, a SIDA – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – é um conjunto de sintomas e infecções que delibitam o sistema imunitário, sendo o vírus do HIV o responsável por isso. Infelizmente, ainda não há cura possível nem vacina para prevenção. Estudo recentes na área dos antioxidantes indicam que estes podem retardar a evolução do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas seropositivas.

O vírus do HIV foi descoberto pela primeira vez em 1983 por Luc Montagnier e afecta as células defensoras do organismo – os leucócitos (ou glóbulos brancos) – nomeadamente os linfócitos T que são responsáveis por estimular outras células de defesa, destruir agentes patogénicos assim como células cancerosas. Os linfócitos T, uma vez infectados, são destruídos ou sofrem a apoptose (suicídio celular). Contudo, o vírus já se multiplicou e alastra-se pelo organismo. As pessoas seropositivas ficam assim com o sistema imunitário enfraquecido e sujeito as infecções oportunistas, como certos tipos de cancro e Influenza (gripe).

Linfócito T infectado pelo vírus do HIV (representado a vermelho)

Estudos revelam que estes pacientes possuem deficiências nutricionais, como a falta de vitaminas devido a uma má absorção e as suas células estão em constante stress oxidativo. Este excesso de radicais livres degrada proteínas, glícidos e lípidos, provoca mutações no DNA (aparecimento de células cancerosas) e pode levar à destruição de tecidos. A melhor solução para este problema será um maior consumo de antioxidantes, pois para além de neutralizar os radicais livres e corrigir os seus efeitos negativos, auxiliam a repor os níveis de hormonas no organismo e diminuem os efeitos secundários da medicação tomada, como as náuseas e a lipodistrofia (acumulação de lípidos em partes do corpo).

Os antioxidantes do próprio organismo (glutationa e outros) em quantidades normais inibem a entrada do vírus nos linfócitos e a sua replicação. Este mecanismo de ¨barreira¨ protectora poderá revelar-se ser importante na prevenção da doença e até mesmo na cura.

Angela

Imagens retiradas de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_imunodefici%C3%AAncia_adquirida

http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=21&infoid=2212&sid=10

Fontes:

http://lefextension.com.br/hiv-sida/

http://www.healthy.net/scr/Interview.aspx?Id=187

Nós contra os radicais livres!

Mitocôndria - organelo responsável pela respiração celular

Como já foi referenciado numa postagem anterior (clique aqui), o nosso organismo produz radicais livres devido a processos metabólicos, nomeadamente a produção de energia (ATP), na qual o oxigénio tem um papel muito importante. No entanto, o nosso próprio corpo produz substâncias que são capazes de anular ou diminuir o stress oxidativo provocado pelos RL – as enzimas (proteínas) antioxidantes. Dessas enzimas destacam-se três:

  • A superóxido dismutase: da respiração celular resultam uns compostos denominados superóxidos que por serem muito reactivos e instáveis, vão-se ligar a outras moléculas, como o azoto, podendo levar a mutações no DNA e consequentemente o aparecimento de cancro. Também destrói enzimas que têm na sua constituição ferro, libertando este para a célula. Esse ferro em excesso é tóxico, podendo provocar lesões no fígado e pâncreas. A superóxido dismutase “transforma” este radical em oxigénio (que poderá ser reaproveitado) e peróxido de hidrogénio (ainda muito reactivo);

Enzimas são proteínas formadas por centenas ou mais de aminoácidos

  • A catalase: o peróxido de oxigénio mencionado anteriormente (presente em detergentes e anti-sépticos) é então decomposto por esta enzima. Este radical, também muito reactivo, é semelhante ao superóxido e poderá oxidar lípidos das membranas celulares, levando a uma falha na permeabilidade e na troca selectiva da mesma (haverá a entrada de corpos estranhos para o interior da célula e a libertação de organelos para fora da mesma). A catalase decompõe o peróxido de hidrogénio em água e oxigénio, ambos necessários e inofensivos ao organismo;

  • A glutationa: esta enzima é sintetizada no fígado e também “degrada” o peróxido de hidrogénio. Além de reduzir outros radicais livres, a glutationa “conserta” a vitamina C oxidada, repara o DNA danificado e estimula a síntese de outros proteínas.

Apesar do nosso organismo produzir estas enzimas tão valiosas, com a poluição, a alimentação não equilibrada e o estilo de vida sedentário, estas não são o suficiente para proteger cada um do stress oxidativo. É por isso que uma dieta rica em antioxidantes é o mais aconselhável!

Autora: Ângela

Fontes: http://en.wikipedia.org/wiki/Glutathione

http://en.wikipedia.org/wiki/Superoxide_dismutase

http://en.wikipedia.org/wiki/Catalase

http://www.mundovestibular.com.br/articles/1147/1/ANTIOXIDANTES/Paacutegina1.html

Melancia – Antioxidante típico do Verão

O interior da melancia é de cor vermelha, sendo as suas sementes pretas e a sua casca verde, podendo ser riscado ou não

A melancia, Citrullus lanatus, oriunda de África é um fruto refrescante e saudável típico do Verão.

As propriedades nutricionais e medicinais da sua polpa fazem da melancia um bom auxiliar no funcionamento do nosso organismo.

Ao comê-la, repara-se que grande parte da sua constituição é água, mas esta também apresenta óptimas qualidades nutricionais, como hidratos de carbono, betacaroteno, glutationa, vitaminas C e B, licopeno, cálcio, ferro e fósforo que estão presentes em quantidades apreciáveis.

Devido à sua constituição esta ajuda a combater a acidez do estômago, a eliminar o ácido úrico, sendo até aconselhado o seu consumo a indivíduos que sofrem de doenças como o reumatismo, gota, bronquites crónicas, entre outras.

A presença de antioxidantes como o licopeno, glutationa e o betacaroteno fazem da melancia um fruto que ajuda a combater a oxidação das células, o cancro e o envelhecimento precoce. Outra característica interessante da melancia é que o chá das suas sementes desempenha função vasodilatadora contribuindo assim no combate da hipertensão arterial e da impotência sexual.

Agora que já sabe que a melancia não é só água, veja se come mais algumas fatias no Verão!

Autora: Juliana

Fontes:

http://saudealternativa.org/2007/01/23/melancia/

http://comerbemateaos100.blogspot.com/2008/07/as-propriedades-medicinais-da-melancia.html

http://www.frutasnobrasil.com/propriedades_melancia.html