Figo – Antioxidante Elegante

Denominado cientificamente de Ficus carica, o figo é o fruto da figueira, uma árvore de folha caduca nativa do Sudoeste Asiático e da região do Mediterrâneo e praticamente cultivada em qualquer parte do mundo, pois adapta-se bem às diferentes condições ambientais, sendo os seus maiores exportadores a Turquia e o Egipto.

Figos maduros inteiros e cortado em metade

A planta realiza a autopolinização, uma vez que possui flores de ambos os sexos. Tanto as flores masculinas como as flores femininas irão originar figos, mas só os que provêm da flor feminina são comestíveis. Este fruto apresenta uma casca de cor verde, que se torna avermelhada/violeta quando maduro e o seu interior é suculento e cheio de sementes de pequenas dimensões. São consumidos ao natural, secos (a maior parte destes são comercializados desta forma, pois no estado fresco o fruto estraga-se/apodrece rapidamente), em compotas ou como acompanhamento de diversos pratos. Ao contrário do que as pessoas pensam, o figo é um fruto falso ou fruto múltiplo, pois consiste num aglomerado de flores pequenas que devido à sua proximidade unem-se formando uma só massa. A seiva desta árvores pode provocar alergias e causa irritações na pele, semelhantes a uma queimadura.

Figos secos

Porquê consumir figos? Embora o seu tamanho reduzido, este fruto é muito rico em cálcio e fibras. Além disso apresenta quantidades elevadas de sais minerais como o magnésio e o potássio. O alto teor em vitamina C, flavonóides e polifenóis tornam-o num potente antioxidante. Contudo, o figo não é aconselhável a pessoas diabéticas em excesso, pois também é muito rico em açúcares. Devido à sua riqueza nutricional, o consumo equilibrado destes proporciona um bom funcionamento do sistema digestivo, evita a prisão de ventre, combate os radicais livres presentes nas células, previne gengivites e outras infecções na zona bucal e possui propriedades anticancerígenas.

E você, já comeu figos hoje?

Autora: Ângela

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Common_fig

http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=15051

http://www.pfaf.org/database/plants.php?Ficus+carica

Imagens retiradas de:

http://panelada.wordpress.com/2008/04/07/receitas-de-jamie-oliver/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u361577.shtml

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Detecção de radicais livres

Ao longo do tempo podemos concluir que a meia vida dos radicais livres é muito curta, dificultando assim a sua detecção. Apesar de os métodos diagnósticos ainda conterem algumas limitações, é possível ter uma noção do nível de RL por meio de exames laboratoriais que utilizam, preferencialmente, o sangue ou por observação microscópica, incluindo as medições indirectas de metais pesados que agem como intermediários na produção de radicais livres. Para que se possa “passar por cima” dessas dificuldades, muitos métodos baseiam-se na detecção de produtos estáveis pela acção dos radicais livres de oxigénio (RLO’s), tais como os hidroperóxidos.

A peroxidação lipídica desencadeia várias acções nocivas à célula, podendo resultar na sua morte

Além do método do DPPH, outro procedimento disponível para sua detecção é conhecido o método TBARS – um dos mais utilizados para estudos de peroxidação lipídica (mudanças na membrana celular que pode levar a entrada de corpos estranhos na célula e mutações a nível dos organelos) que consiste em fazer reagir o malondialdeído (bioindicador que resulta da decomposição de peróxidos instáveis derivados de ácidos gordos poliinsaturados) e que pode ser quantificado por colorimetria quando este reage com o ácido tiobarbitúrico.

Amora, um fruto rico em compostos fenólicos (antocianinas)

Porém, também podemos utilizar o método de Folin-Ciocalteau que consiste numa oxidação-redução entre os polifenóis e o reagente de Folin da qual resulta uma cor azul, tendo uma absorvância no comprimento de onda 765nm que permite a quantificação dos compostos fenólicos (fitonutrientes com poder antioxidante).

Apesar de terem as suas diferenças, ambos os métodos são utilizados tanto em animais, como em plantas.

Estes e uns outros tantos contribuem para a nossa e para a investigação de muita gente. Ajude-nos a progredir no nosso trabalhão e a transmitir a melhor das informações!

Autora: Carolina Murta

Fontes:

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://www.genprice.com/tbars.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40421998000600020

http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?id=92

http://felix.ib.usp.br/bib141/Projetos_2008.pdf

Imagens retiradas de:

http://andreiatorres.blogspot.com/2009/11/cha-verde-previne-fibrose-do-figado.html

http://perfisurbanos.wordpress.com/2009/09/18/

Mangostim – Antioxidante Qualificado

Garcinia mangostana, mais conhecida como mangostão ou mangostim é um fruto proveniente do Sudeste Asiático e muito utilizado na medicina oriental devido às suas inúmeras qualidades como o sabor, o aroma, a riqueza nutricional e o poder antioxidante. De tamanho de uma laranja pequena, a sua casca é rija e de cor violeta, sendo rica em polifenóis que provoca um sabor adstringente (aperto na língua), daí ser resistente a fungos, bactérias e afasta possíveis predadores. O seu interior (parte comestível) é branco rosado e encontra-se dividido é pequenos segmentos, como os gomos de um citrino.

O interior do mangostim é branco e dividido em gomos.

O mangostim possui quantidades consideráveis de vitamina C, fósforo e cálcio. O seu sumo contém xantonas, um fitonutriente proveniente do metabolismo das plantas com actividade anti-microbiana, anti-inflamatória, anti-tumoral, entre outras.

Em países como a Tailândia, China e Singapura, as árvores que dão este fruto e ele próprio são utilizadas em carpintaria, curtume (processamento do couro), como corante e óleos medicinais.

E você, já comeu mangostim hoje?

Autora: Ângela Medeiros

Fontes:

http://www.hort.purdue.edu/newcrop/morton/mangosteen.html

http://www.xantonas.pt/

http://en.wikipedia.org/wiki/Purple_Mangosteen

Lichias – Antioxidante Romântico

Litchi chinensis, mais conhecida pelo seu nome vulgar de lichia ou litchi, é uma fruta de origem asiática, mais precisamente na China. Apresenta uma casca rugosa de cor vermelho-rosa, o seu interior é branco translúcido e possui apenas uma única semente acastanhada (drupa). Devido à sua forma semelhante a um coração e à sua própria cor quando está madura, é considerada um símbolo de amor e romance no país mencionado acima.

Lichias

Aspecto das lichias quando encontra-se própria para consumo

Sendo muito rica em vitamina C e potássio, constitui uma importante fonte de antioxidantes. Além desses, ainda apresenta altos níveis de polifenóis (onde estão inseridos os flavonóides), o que contribui ainda mais para a destruição de radicais livres em excesso. O seu teor reduzido em sódio e colesterol, em consonância com o seu sabor doce e leve, torna as litchis um fruto facilmente assimilado pelo organismo e bastante apetecível nas épocas mais quentes, sendo consumidas ao natural ou em doces como pudins, gelados ou mesmo em molhos.

Em Portugal, as lichias podem ser encontradas frescas à venda nos grandes mercados ou enlatadas.

E você, já comeu lichias hoje?

Adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Lychee e http://www.lycheesonline.com/index.cfm.

Autora: Ângela Medeiros