Espectrofotómetro e colorímetro – Dois aparelhos famosos no mundo dos antioxidantes

Espectrofotómetro
Espectrofotómetro

O espectrofotómetro é um instrumento que permite comparar a radiação absorvida ou transmitida por uma solução que contém uma quantidade desconhecida de soluto e uma quantidade conhecida da mesma substância.

Todas as substâncias podem absorver energia radiante (mesmo o vidro, que parece completamente transparente, absorve comprimentos de ondas que pertencem ao espectro visível). A absorção das radiações ultravioletas, visíveis e infravermelhas dependem das estruturas das moléculas, sendo característica para cada substância química.

Quando a luz atravessa uma substância, parte da energia é absorvida (absorvância): a energia radiante não pode produzir nenhum efeito sem ser absorvida.

A cor das substâncias deve-se à absorção (transmitância) de certos comprimentos de ondas da luz branca que incide sobre elas, deixando transmitir aos nossos olhos apenas aqueles comprimentos de ondas não absorvidos (ou seja, não vemos aqueles que são captados).

Colorímetro
Colorímetro

Basicamente com as mesmas características que o aparelho referido acima, temos o colorímetro, que é descrito geralmente como qualquer instrumento que caracteriza amostras de cores e é o aparelho utilizado pelo nosso grupo actualmente.

Na química, o colorímetro é um aparato que permite a determinação da absorvância de uma solução em uma frequência particular cores. Colorímetros tornam possíveis as verificações de concentração de um soluto conhecido, desde que esta seja proporcional à absorvância.

Adaptado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofot%C3%B4metro; http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofotometria; http://pt.wikipedia.org/wiki/Color%C3%ADmetro

Autora: Carolina Murta

Método DPPH

Entre os vários processos para a detecção de radicais livres nos organismos ou o poder antioxidante de uma certa substância, seleccionamos o Método do DPPH.

O DPPH (2,2–Difenil–1–picril–hidrazila) é um radical livre que fica reduzido ao receber um H (hidrogénio) de uma substância dadora (o antioxidante), tornando-se numa molécula estável (fica assim sem necessidade de oxidar outros compostos). Este radical possui, em solução, cor violeta e muda para amarelo ao ser reduzido, ou seja, sofre uma descoloração. E como já devem estar a pensar, quanto maior o potencial antioxidante de uma alimento, mais rápido e acentuada será essa descoloração. Ora, a mudança de aspecto é facilmente detectável, o que torna este método simples e prático.

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Para obter dados com maior precisão, utiliza-se um espectrofotómetro (que será explicado posteriormente) ou um colorímetro, devido à forte absorção de comprimentos de onda na banda dos 515nm por parte do DPPH. Grupiv terá auxílio deste último aparelho mencionado.

Nesses instrumentos, o feixe de luz ao contactar com a solução DPPH + alimento, indicará a quantidade de radiação que absorveu, podendo assim marcar um gráfico de absorvância – concentração de soluto.

Adaptado de protocolos fornecidos pela Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores.

Autora: Ângela Medeiros