Um adeus indefinido!

Por fim, o ano já passou e o projecto concluiu-se. Se esteve atento ao nosso blog, de certeza que ainda se lembra das nossas peripécias. Se é dos mais esquecidos relembramos agora as nossas actividades ao longo do ano:

  • Análise do poder antioxidante de diferentes frutas, sendo a última as caiotas neste 3º período. Nesta parte do projecto podemos concluir que a anona e os araçás foram as frutas que apresentaram o maior poder antioxidante ao contrário das caiotas, que revelaram ser as com menor poder de capturar radicais livres (tal como podem verificar no gráfico abaixo);

  • Análise da quantidade de ferro de diferentes águas da região das Furnas. Desta etapa do projecto concluímos que apenas a água da nascente “Glória Patri” apresenta os valores ideais de ferro para consumo, pois as restantes duas (nascente “Grutinha II” e junto das Fumarolas) possuem uma quantidade elevada deste mineral;

  • Manutenção de um blog, portefólio e realização de relatórios trimestrais assim como apresentações orais;

  • Entrevistas e inquéritos à comunidade;

  • Participação na IV Mostra Nacional de Ciência no Museu da Electricidade em Lisboa nos dias 27 a 29 de Maio. Apesar de não termos ganho com o nosso projecto, o Concurso dos Jovens Cientistas e Investigadores foi uma experiência notável e enriquecedora: conhecemos diferentes pessoas, partilhamos ideias sobre os projectos e alargamos os nossos horizontes. Será um daqueles momentos que nos virá à memória e poderemos dizer: “Valeu a pena!”

O nosso stand no Museu da Electricidade. Naquele momento estavamos a ser avaliados pelo júri responsável pela área de química

Esperemos que as nossas aventuras ao longo deste ano lectivo tenha inspirado futuros cientistas a prosseguir com o nosso trabalho, pois este tema não pára aqui. Todos os dias algo de novo surge. E somos nós quem necessita de ser curiosos e sedentos por novos resultados. Este é o lema ideal para pôr as mãos à obra!

Por fim, gostaríamos de fazer um agradecimento à Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores pelo tempo e ajuda disponibilizado e também um muito obrigado a todas as pessoas que tornaram este projecto possível e mais divertido.

Boas férias!

Côco – Antioxidante Resistente

O côco é o fruto do coqueiro, originário da Índia ocidental sendo este um fruto carnoso, de casca fibrosa, semente esbranquiçada e suculenta utilizada na alimentação juntamente com a água que se encontra dentro da semente. A quantidade da água varia de acordo com a maturidade do fruto (à medida que o fruto amadurece a água vai diminuindo). O seu período de safra vai de Janeiro a Julho, podendo em casos especiais ir até Setembro.

Côco partido ao meio

Este fruto possui um grande valor nutritivo variando de acordo com o seu estado de maturação. Em geral apresenta um bom teor em sais minerais (potássio, sódio, fósforo), fibras (bons para o estímulo da actividade intestinal), vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Deste modo, o coco é um bom fruto para combater a aterosclerose e o mau colesterol, é benéfico para o sistema nervoso, cérebro e pulmões, controla a pressão arterial, entre muitas outras vantagens.

Mas como já foi referido, tudo depende do estado de maturidade do fruto.

Curiosidades:

  • Para verificar se o fruto está em boas condições, batemos com uma moeda na casca. Se estiver fresco, o som será estridente. Se não houver eco a fruta está estragada.
  • No Brasil o coqueiro foi introduzindo pelos Portugueses em 1553, proveniente de Cabo Verde.
  • O coco realça o sabor dos alimentos, sendo deste modo utilizado no preparo de bebidas, pratos doces e salgados (como o caril), entre outros.

Escultura de um cão com um côco

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Coco

http://www.brasilescola.com/frutas/coco.htm

http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=1362

Imagens retiradas de:

http://www.cancertruth.net/newsletter_2009dec.html/

http://www.made-in-china.com/showroom/qiongdao/product-detailYewErXvKrQWF/China-Coconut-Shell-Handicraft.html

Diogo Verdinho

Análise férrica das águas da região das Furnas

Como já foi referido em postagens anteriores, seleccionamos três águas diferentes da região das Furnas: “Glória Patri”, Nascente “Grutinha II” e próximo das fumarolas. O principal objectivo foi verificar se as mesmas eram próprias para consumo sabendo a sua quantidade de ferro. Se as águas apresentarem uma quantidade de ferro acima dos 0,3mg/l torna-se não potável, adquire um sabor metálico e pode manchar superfícies. Se as águas apresentarem uma percentagem de ferro próximo do valor máximo permitido tem uma maior capacidade de oxidar compostos do que aquelas com uma quantidade mínima ou nula de ferro.

Nascente "Grutinha II"

Para análise dessas águas, utilizou-se um método para reduzir o ião férrico (Fe3+) a ião ferroso (Fe2+). Para tal, recorreu-se ao ácido ascórbico como agente redutor e a fenantrolina para formar quelatos (compostos que “aprisionam” os iões metálicos) com os iões de ferro. Registou-se inicialmente a absorvância de concentrações de ferro conhecidas para traçar uma curva de calibração através de um gráfico, que serve para localizar a absorvância das concentrações de ferro desconhecidas das águas podendo assim determinar a sua concentração.

Soluções padrão de ferro - As que apresentam uma cor mais escura possuem maior quantidade de ferro dissolvido

Obteve-se bons resultados uma vez que a curva de calibração apresenta boa linearidade. Das águas analisadas conclui-se que a da Glória Patri apresenta uma quantidade de ferro mínima o que a torna própria para consumo. Em relação às outras águas, estas apresentam quantidades de ferro elevadas o que as torna impróprias para consumo, até mesmo para lavagens de objectos.

As três águas analisadas. Repare que a cor laranja significa que estas águas apresentam uma quantidade de ferro elevada

Elaborado por: Ângela Medeiros, Carolina Murta e Juliana Ponte

Fontes:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/vitaminas/vitamina-c-acido-ascorbico.php

http://www.analista.com.br/fichas/Fenantrolina.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Acetato_de_s%C3%B3dio

Decreto-Lei 306/2007, de 27 de Agosto

Caju – Antioxidante habilidoso

O caju, fruto do cajueiro (Anacardium occidentale), é oriundo do Brasil e divide-se em duas partes: o fruto, mais conhecido como castanha do caju, e o pseudofruto – pedúnculo floral que pode apresentar tonalidades entre o amarelo e o vermelho.

O fruto "verdadeiro" cresce no fim do pseudofruto (a vermelho)

O pseudofruto é rico em vitamina C e ferro podendo ser utilizado na produção de mel, doces, entre outros, sendo que o seu suco pode ser aproveitado para produzir aguardente.

O fruto é constituído por uma casca dura e uma semente, sendo apenas esta última consumida. Esta semente é rica em fibras, proteínas, minerais como o magnésio, ferro, selénio, cobre, cálcio, vitaminas A, D, E, K ,PP e do complexo B e alguns aminoácidos como a arginina.

Devido à sua constituição nutricional, a semente é eficaz no combate a doenças cardiovasculares, reumatismo e problemas de pele como eczemas, contribui para a formação do sangue e previne a prisão de ventre.

O óleo do fruto é considerado um antiséptico, limpa feridas e ajuda na sua cicatrização, sendo também indicado no combate a vermes intestinais. As folhas novas do cajueiro, quando são cozidas e postas sobre as feridas promovem a sua cicatrização.

A semente do fruto é a parte que é consumida

Juliana

Fontes:

http://www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br/cajuorientacao.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Caju

Imagens retiradas de:

http://slog.thestranger.com/2008/04/new_fruit

http://www.dcwhawaii.com/samurai/SAMURAI.html

Água: fonte de vida

A água é um bem precioso, embora muitas vezes as pessoas não lhe dão o seu devido valor. A Terra é constituída por 3/4 de água e apenas 3% é doce. Desses 3% apenas uma pequena porção é consumida.

A água quimicamente conhecida como H2O é considerada um solvente universal, uma vez que é capaz de se ligar a vários tipos de moléculas, como sais minerais devido à sua polaridade. As únicas moléculas não solúveis em água são os lípidos (facilmente observado com o azeite e a água). No corpo humano, ela constitui cerca de 70-75%, podendo variar conforme a idade, o sexo e a massa corporal. Esta também é utilizada em quase todos os processos metabólicos: transporte de nutrientes, síntese de moléculas, digestão, humidificação dos órgãos, reguladora de temperatura, faz parte da constituição do citoplasma das células e do sangue, entre muitos outros.

A água e o óleo de cozinha são dois líquidos imiscíveis

Nos animais a percentagem de água é mais variável, principalmente nos mamíferos devido à produção de leite. Nas plantas este líquido é necessário na fotossíntese e na evapotranspiração, sendo esta retirada dos solos pela raiz.

Escolheu-se as águas das Furnas para complementação do nosso estudo, devido ao facto de estas serem muito ricas em ferro, com é referido na postagem “São Miguel – um paraíso no centro do Atlântico“.

O ferro é um mineral necessário ao bom funcionamento do organismo: transporte de gases (hemoglobina) e mantêm os cabelos e unhas saudáveis. Este mineral pode ser encontrado em carnes, ovos, feijão, nozes, folhas verdes e cereais integrais. Porém a sua falta ou o seu excesso pode levar a diversos distúrbios.

A falta de ferro no sangue, conhecida como anemia é caracterizada por perda de peso, fadiga e irregularidade menstrual nas mulheres. Também pode levar ao aparecimento de problemas no sistema respiratório devido à falta de trocas gasosas.

O excesso de ferro conhecida como hemocromatose é caracterizado por diarreia, vómitos, dor abdominal, palidez, sonolência. Também provoca um maior número de oxidações nos compostos celulares e pode levar a necrose de órgãos vitais como o fígado.

Uma pessoa anémica possui menos glóbulos vermelhos e consequentemente uma falta de ferro no organismo

Curiosidades:

– Um português gasta cerca de 100 a 180 litros de água por dia;

– Milhões de pessoas sobrevivem com menos de 19 litros de água por dia;

– 46% da população mundial não tem água canalizada;

– Nos países mais pobres as mulheres caminham cerca de 6 km por dia para captar água;

– Uma em cada oito pessoas não têm água potável;

– 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a problemas de saúde associados à água;

– A água no mundo tem preços diferentes conforme os países. Nos países mais pobres (Etiópia, Nigéria, Sri Lanka) para ajudar a população a água custa apenas em média menos de 0,10 €. Nos países em desenvolvimento (China, Brasil, Chile) o preço da água não ultrapassa 1,00€. Finalmente, nos países desenvolvidos (Dinamarca,Alemanha,Estados Unidos),são superiores a 1€, podendo até chegar aos 2€. Esta é uma medida implantada para reduzir o consumo de água.

Autores: Ângela, Carolina e Juliana

Fontes:

National Geografic Potugal nº 109 Abril 2010, edição especial, “Água um mundo sedento”.

http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/composicao-agua.htm

http://www.ess.ips.pt/escola/Bioquimica/8CLE/GRUPO2/2.1.2.pdf

http://www.fundacaoluso.pt/assets/img/artigos/PDF5_A_importancia_da_agua_no_corpo_humano.pdf

http://www.eb1-n1-chaves.rcts.pt/agua.rtf

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://www.healthhype.com/excess-iron-poisoning-overload-toxicity-in-blood.html

Imagens retiradas de:

http://www.clarian.org/ADAM/doc/WomenCenter/14/000221.htm

http://tpm-textospretextosmusica.blogspot.com/2009/06/agua-x-oleo.html


Caqui – Antioxidante Japonês

Conhecido em Portugal como dióspiro, este tem como nome científico Diopyros kaki e nasce no diospireiro. Fruto de origem asiática, mas muito conhecido no Japão. É cultivado em climas moderados e existem cerca de 800 variedades que podem ser divididos em duas categorias: os adstringentes que podem ser consumidos quando estão completamente maduros, visto de “arranham” na boca; e os não – adstringentes que só podem ser consumidos quando estão estaladiços.

Diospiro, um fruto semelhante a um tomate

Este fruto é muito rico em hidratos de carbono, contém poucas calorias, possui vitaminas A, B1, B2 e E. Além disso é muito rica em cálcio, ferro, proteínas e antioxidantes.

Devido ao seu elevado teor de hidratos de carbono, este tem que ser consumido moderadamente visto que tem que se ter em atenção as alterações dos níveis de açúcar. A presença de pectina nestas frutas, quando esta chega ao intestino sofre um processo que fermentação e vai ser transformada em ácidos gordos e são estes que vão ajudar no controle dos níveis de colesterol e de glicemia no organismo. Estes ainda ajudam no processo inflamatório na parede do intestino e promove uma flora intestinal mais saudável. O potássio é importante para a tensão arterial, para o equilíbrio dos fluidos do corpo e para a contracção muscular, além de que atribui um efeito diurético a este fruto em conjunto com a água que poderá ser benéfico no caso de gota e hipertensão arterial ou em caso de perdas excessivas de potássio. É desaconselhado em casos de insuficiência renal, visto que nesta condição o consumo de potássio é restrito.

Flor do diospireiro

Os carotenos são transformados em vitamina A depois de absorvidos pelo organismo. A vitamina A é um componente dos pigmentos visuais responsáveis pela recepção de luz na retina dos olhos. Além disso, é importante para uma pele saudável, no crescimento, desenvolvimento ósseo e para a reprodução.

Mas o benefício mais importante é o seu elevado teor de beta-carotenos e vitamina A que torna-o com propriedades anti-cancerígenas, a qual tende a reduzir os riscos do cancro do pulmão.

Carolina Murta*

Fontes:

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Persimmon

http://www.fontedeluz.com/index.php?ver=2&id=521

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&langpair=en%7Cpt&u=http://guide2herbalremedies.com/health-benefits-persimmon-fruit/

http://www.lucrz.hpg.com.br/caqui.html

http://www.seagri.ba.gov.br/not_caqui.pdf

http://www.qualidadedesdeaorigem.com.br/fase3/etempo_caqui.htm

Imagens retiradas de:

http://www.flickr.com/photos/joeysplanting/2475681474/

http://www.flickr.com/photos/ykjc9/2931340978/

São Miguel – um paraíso no centro do Atlântico

A ilha de São Miguel é caracterizada pela sua enorme beleza e paisagens deslumbrantes, considerada por muitos como a região mais bela de Portugal.

Nesta bonita ilha portuguesa situada em pleno Oceano Atlântico poderá observar algumas das paisagens mais belas que a Natureza lhe poderá oferecer e também toda a força do planeta Terra que se manifesta em São Miguel através do seu vulcanismo activo e também secundário. A sua natureza vulcânica é a principal responsável pela actual diversidade paisagística numa ilha relativamente pequena, desde zonas mais planas, a escarpas acentuadas, montanhas formadas por vulcões adormecidos, lindas zonas verdes formadas pelos terrenos vulcânicos e férteis e um vasto número de lagoas.

"Caldeira Grande", uma fumarola da zona das Furnas

Devido ao facto do solo ser vulcânico, estes são ricos em elementos ferromagnesianos o que influencia a composição mineralógica das águas subterrâneas, nascentes termais, entre outras, pois tornam-se ricas em ferro e magnésio. Ora, esse acréscimo de elementos ferromagnesianos podem fazer com que as pessoas que as tomam regularmente fiquem mais sujeitas a radicais livres, uma vez que o ferro tem propriedades oxidativas. De facto, a última das grandes erupções que ocorreu em São Miguel foi em 1630 no vulcão das Furnas o que faz com que o solo neste local seja extremamente rico em elementos ferromagnesianos o que torna a água deste local muito oxidativa.

As Furnas são muito conhecidas pelas suas águas termais, nomeadamente as caldeiras, a poça da Beija, piscinas termais e fumarolas (áreas de concentração de nascentes termais) que fornecem vários elementos terapêuticos.

"Terra Nostra", um local conhecido pelas suas águas termais

Curiosidades:

  • São realizados cozidos em vales nos solos, através do calor do vulcão;
  • O vulcão das Furnas é um dos três principais vulcões da ilha de São Miguel;
  • Ao contrário do que muitas pessoas pensam, em São Miguel não existe géisers.

Imagem retirada de:

Diogo Verdinho

Marmelo – Antioxidante Peculiar

O marmelo é o fruto marmeleiro, o único membro do género Cydonia (Cydonia oblonga) uma árvore de tamanho médio e natural do Cáucaso (região da Ásia ocidental) pertencente à família Rosaceae. O marmeleiro é típico de regiões de climas temperados como a Ásia e o Sudeste da Europa.

Marmelos inteiros e cortado ao meio

O marmelo possui uma forma semelhante ao da pêra, uma coloração amarela-dourada, sendo deste modo conhecido como “pomo dourado”. A sua polpa é rígida e muito aromática.

Este fruto também é caracterizado pela sua enorme quantidade de vitamina C, vitaminas do complexo B, sais minerais e um bom auxiliador do funcionamento do aparelho digestivo.

Alguns dos maiores produtores deste fruto são: China, Marrocos, Argentina,Brasil, entre outros.

Como este fruto não é normalmente consumido cru, é maioritariamente utilizado na forma industrializada para a elaboração de sobremesas. Em Portugal utiliza-se para fazer marmelada.

Imagem retirada de:

http://www.freedigitalphotos.net/images/Fruit_g104-Quince_p4611.html

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Quince

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marmelo/marmelo.php

Diogo Verdinho

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