Vitaminas vistas à lupa

As vitaminas, como já foram referenciadas na postagem “ABC das vitaminas”, são compostos orgânicos que não são sintetizados (ou em quantidades muito baixas) pelo organismo, daí a necessidade de as ingerir através dos alimentos. Estas podem ser hidrossolúveis ou lipossolúveis.

Entre as várias funções que desempenham no corpo, destacam-se:

  • O seu poder antioxidante – as vitaminas podem doar os seus electrões aos radicais livres. A vitamina E (tocoferol), por ser solúvel em lípidos, difunde-se pelas membranas celulares e “sequestra” os radicais livres, mantendo a integridade dos epitélios ou tecidos epiteliais (células de revestimento);

Esquema da membrana celular. As vitaminas não permitem que o colesterol (o LDL) seja oxidado, não tornando prejudicial dessa forma

  • O seu contributo na acção enzimática – as reacções metabólicas requerem enzimas que são activadas pelas vitaminas. Neste caso, devido à sua natureza orgânica, são chamadas de coenzimas ou cofactores. Estes, permitem a degradação dos alimentos e respectivas moléculas de grandes dimensões nos diferentes órgãos, obtendo como produto final substâncias não nocivas ou de fácil eliminação, como o dióxido de carbono e a ureia;

  • A capacidade de regular quantidades de minerais no organismo – a vitamina D permite a fixação do cálcio nas estruturas ósseas.

Nunca é demais relembrar que a falta de vitaminas só traz prejuízos. Depois de ter mais conhecimentos acerca destes compostos, ainda tem dúvidas em aumentar as suas doses de frutas e legumes?

Autora: Ângela

Fontes:

http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/vitaminas.htm

http://saude.hsw.uol.com.br/antioxidantes3.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52731999000200001&script=sci_arttext

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Efeito dos radicais livres na saúde

A presença de radicais livres no organismo deve-se tanto a processos metabólicos (produção de ATP, por exemplo), como por factores externos (factores ambientais tais como a poluição, raios-X, fumo do tabaco, etc). Estes exercem um papel importante para o funcionamento do nosso corpo e podem trazer efeitos benéficos ou prejudicais.

O excesso destes interfere na saúde humana, sendo este aumento denominado por “stress oxidativo”. Este elevado teor de RL (radicais livres) leva à morte/danos de células fazendo com que não haja o desenvolvimento dos tecidos.

Organismo produz RL → RL “roubam” electrões a compostos vizinhos → compostos vizinhos tornam-se instáveis → adquirem electrões de outros compostos → danos nas células

Mesmo que não haja a morte completa das células, os RL podem actuar nas proteínas, glícidos, lípidos, entres outros. Neste último caso (lípidos), pode ocorrer a oxidação degradativa , ou seja, há o endurecimento das membranas celulares havendo assim menos trocas com o meio extracelular, culminando em alterações metabólicas, como o envelhecimento precoce. Em contacto com o nosso material genético pode levar a mutações. Das doenças graves mais conhecidas provocadas pelos RL são a de Parkinson, osteoporose (redução na massa óssea), enfisemas (afecta os pulmões que leva à oxigenação insuficiente das células) e anginas (dor no peito devido a obstruções das veias coronárias).

Na doença de Parkinson há uma disfunção nos neurónios, afectando as sinapses

Mas os RL nem sempre fazem o papel de vilões e podem até preencher funções fisiológicas importantes do organismo, como o combate a microrganismos invasores e o controle da pressão sanguínea. Quando estes são produzidos pelas células de defesa, vão fazer com que retarde as infecções.

Autores: Diogo Verdinho e Carolina Murta *.*

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Radical_livre

http://naturaconsultorasandra.wordpress.com/2009/07/13/radicais-livres-e-a-tecnologia-em-beneficio-da-pele/

http://bioradicaisbio.blogspot.com/2009/06/beneficios-cortados.html