Melão – Antioxidante regulador

O melão (Cucumis melo L.) é uma fruta provavelmente nativa do Médio Oriente. Entre os maiores produtores do melão, encontram-se países tão díspares e distantes entre si, como a China e os Estados Unidos ou a Turquia e a Espanha. Portugal tem também grande aptidão para a cultura, em particular o Ribatejo e Oeste, sendo que a maior área foliar observada no nosso país atesta a extrema qualidade dos frutos produzidos, quer a nível aromático quer em ter de açúcares. Este fruto advém do meloeiro e apresenta várias espécies. Fonte abundante de fibras, o melão possui grandes quantidades de beta-caroteno (pro-vitamina A) e de vitaminas C, B e E (rico em antioxidantes), e contém uma grande quantidade de água. Além disso, é rico em cálcio, fósforo, ferro, potássio, cobre e enxofre. Mas tanta “riqueza” não tem consequências negativas no valor calórico, já que por cada 100 gramas de melão só estão a ingerir apenas 29,9 calorias.

Melão cortado ao meio e às fatias

O seu consumo traz-nos inúmeros benefícios. De entre muitos encontramos os seguintes:

  • Ajuda a combater problemas de pele;
  • Problemas reumáticos;
  • Ajuda na limpeza dos intestinos, por ser um bom diurético e laxante;
  • Recomenda-se a pessoas com problemas de fígado;
  • Bom para a febre da tifóide;
  • Problemas de esófago, garganta, obesidade, reumatismo ou gota.
  • Fortifica ossos e dentes;
  • Ajuda na desintoxicação alimentar;
  • Reduz os riscos do cancro e doenças de coração;
  • Ajuda na visão
  • Regula a menstruação.

Se sofre de alguns destes problemas não pense e melhore a sua saúde.

Autora: Carolina Murta **

Fontes:

http://www.brasilescola.com/frutas/melao.htm

http://vitaminasecia.hpg.ig.com.br/melaoorientacao.htm

http://www.frutas.radar-rs.com.br/frutas/melao/melao.htm

http://ritasousa.net/conheca-os-beneficios-de-58-frutas-e-legumes-que-traz-a-saude

Imagem retirada de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cantaloupes.jpg

O que são pigmentos naturais?

São compostos químicos com estruturas variadas responsáveis pela coloração das plantas e dos animais, deste modo, quase todos as células contém pigmentos. Quando existe a ausência destes pigmentos em seres, são chamados de albinos.

Chimpanzé albino à esquerda

Existem os pigmentos dos legumes que são os flavonóides, os carotenóides e a clorofila e o pigmento dos alimentos provenientes dos animais que é a mioglobina.

Os flavonóides são um grupo de compostos químicos encontrados naturalmente em certas frutas, vegetais, chás, vinhos, nozes, sementes e raízes. Embora não sejam considerados vitaminas, os flavonóides têm várias funções nutricionais que têm sido descritas como modificadores de resposta biológica enquanto que a maioria actua como antioxidantes, alguns têm propriedades anti-inflamatórias, anti-alérgica e anti-cancro, podendo ainda serem considerados como receptores de luz, repelentes de insectos e funcionam como filtros da luz solar. Estes flavonóides podem ainda dividir-se em vários subgrupos: flavanas, flavanonas, flavonóis, isoflavonas e antocianinas.

Soja e seus derivados - Alimentos ricos em flavonóides nomeadamente isoflavonas

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Flavonoide

http://www.xango.com.pt/science/flavonoids

Imagens retiradas de:

http://www.gruporsbrasil-online.com.br/gilson/noticias.asp?cod=114

http://www.imperativo.org/top-10-animais-albinos-os-fantasmas-da-natureza/

Os carotenóides são pigmentos de cor vermelha, alaranjada ou amarela, encontrados nas células de todos os vegetais, actuando na fotossíntese. Também estão presentes nas células de protistas e fungos. Seguidos da clorofila, os carotenóides são os pigmentos mais importantes para a fotossíntese, protegendo também os pigmentos de clorofila do excesso de luz. São insolúveis em água, mas são solúveis em solventes orgânicos. São obtidos facilmente pelos seres humanos através de alimentos como a cenoura e o tomate, tendo como benefícios a prevenção de doenças como o cancro e aterosclerose coronariana (estreitamento das paredes das artérias coronárias). Os grupos mais conhecidos de carotenóides são o beta caroteno, o licopeno e a xantofila, sendo os três antioxidantes conhecidos.

Tomate, um fruto rico em licopeno

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carotenoide

http://www.infoescola.com/bioquimica/carotenoides/

Imagem retirada de:

http://emporiumorganicodelivery.blogspot.com/

A clorofila é um grupo de pigmentos fotossintéticos presente nos cloroplastos (organelos presentes nas células vegetais e algas), responsável pela coloração verde das plantas. Deste modo, quando a quantidade deste clorofila começa a diminuir, as outras cores começam a sobressair. Este pigmento é importantíssimo na fotossíntese das plantas, uma vez que transformam a energia da luz solar em energia química (tendo como produtos finais a glicose e o oxigénio), podendo assim produzir seu próprio alimento.

Os "pontos" verdes são cloroplastos. A sua cor deve-se à presença de clorofila.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clorofila

http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=34539.0

http://www.todabiologia.com/botanica/clorofila.htm

Imagem retirada de:

http://www.plantasonya.com.br/tag/curiosidades

A mioglobina é uma proteína com uma cadeia única com 153 aminoácidos e contém um grupo heme no centro. É uma proteína de fixação de oxigénio nos músculos cardíacos e esqueléticos (responsáveis pelos movimentos voluntários), não fazendo o transporte deste como a hemoglobina. Sendo um dos principais pigmentos da carne, dá a esta uma coloração vermelha quando fresca.

A mioglobina atribui uma cor vermelha à carne fresca

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mioglobina

http://www.dqb.fc.ul.pt/cup/44337/mioglobina.htm

Imagem retirada de:

http://www.bernos.org/blog/2007/03/06/tire-sigga/

Diogo Verdinho

Antioxidantes também assumem o papel de vilão!

Os alimentos são fontes de vários nutrientes que devem actuar em conjunto para poder prevenir certas doenças, por isso os estudos com frutas e legumes mostram resultados mais concretos no que diz respeito à protecção da saúde do que estudos com nutrientes isolados. Os níveis plasmáticos de antioxidantes podem servir como referência de uma alimentação saudável.

A acção preventiva de antioxidantes pode ocorrer precocemente na progressão da doença, mas ser ineficaz posteriormente. O excesso de antioxidantes, poderá, ao longo da sua evolução remover a pressão que modela sistemas endógenos (do próprio organismo), levando a uma não expressão de genes envolvidos na defesa do nosso corpo. Este excesso também pode inibir a proliferação de células saudáveis e diminuir a adaptação ao “stress oxidativo”.

De muitos tipos de antioxidantes, existem quatro importantes: a vitamina C, a vitamina E, os betacarotenos e os flavonóides. O excesso destes podem causar danos no nosso organismo (os quais devemos estar informados)  e dos quais vou falar um por um ao longo do texto.

Vitamina C e vitamina E:

As vitaminas são essenciais para que nos mantenhamos saudáveis, mas quando tomadas em excesso provocam danos colaterais. A vitamina C provoca danos como indigestão, diarreia, sinais de intoxicação (náusea, vómito, diarreia, dor de cabeça, rubor na cara, fadiga, perturbação no sono e envenenamento em caso de pessoas que tenham acumulação de ferro no organismo).

O excesso de vitamina E vai aumentar a necessidade de vitamina K, o qual poderá causar hemorragias em indivíduos que utilizam medicamentos anticoagulantes.

Citrinos - fonte de vitamina C

Betacarotenos:

A acumulação deste antioxidante só tem um único malefício que é o aparecimento de uma coloração amarela na pele.

Flavonóides:

Em recém-nascidos, o excesso destes aumenta a incidência de leucemia, por isso é que mulheres na sua gravidez precisam de ter em atenção quando ingerem e em que quantidade.

Chá verde, uma bebida rica em flavonóides

Estatísticas realizadas mostram que existem pessoas portadoras de cancro que ingerem suplementos vitaminais, o que lhes pode trazer efeitos prejudiciais se tomadas em excesso, e tendo em conta que estes suplementos misturam vitaminas com minerais, a situação pode-se agravar quando este entra no aparelho digestivo onde há como uma “competição” entre os nutrientes de forma a serem absorvidos.

Informe-se , seja inteligente, proteja-se destes danos prejudiciais e viva !

Autora:

Carolina Murta*

Fontes:

http://www.copacabanarunners.net/vitamina-c.html

http://esclerosemultipla.wordpress.com/2006/06/10/perigos-das-vitaminas-e-minerais-em-excesso/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Betacaroteno

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/vitaminas/vitamina-p-rutina.php

Melancia – Antioxidante típico do Verão

O interior da melancia é de cor vermelha, sendo as suas sementes pretas e a sua casca verde, podendo ser riscado ou não

A melancia, Citrullus lanatus, oriunda de África é um fruto refrescante e saudável típico do Verão.

As propriedades nutricionais e medicinais da sua polpa fazem da melancia um bom auxiliar no funcionamento do nosso organismo.

Ao comê-la, repara-se que grande parte da sua constituição é água, mas esta também apresenta óptimas qualidades nutricionais, como hidratos de carbono, betacaroteno, glutationa, vitaminas C e B, licopeno, cálcio, ferro e fósforo que estão presentes em quantidades apreciáveis.

Devido à sua constituição esta ajuda a combater a acidez do estômago, a eliminar o ácido úrico, sendo até aconselhado o seu consumo a indivíduos que sofrem de doenças como o reumatismo, gota, bronquites crónicas, entre outras.

A presença de antioxidantes como o licopeno, glutationa e o betacaroteno fazem da melancia um fruto que ajuda a combater a oxidação das células, o cancro e o envelhecimento precoce. Outra característica interessante da melancia é que o chá das suas sementes desempenha função vasodilatadora contribuindo assim no combate da hipertensão arterial e da impotência sexual.

Agora que já sabe que a melancia não é só água, veja se come mais algumas fatias no Verão!

Autora: Juliana

Fontes:

http://saudealternativa.org/2007/01/23/melancia/

http://comerbemateaos100.blogspot.com/2008/07/as-propriedades-medicinais-da-melancia.html

http://www.frutasnobrasil.com/propriedades_melancia.html

Papaia – Antioxidante mais que benéfico

Fruto de origem do sul do México, mas actualmente produzida na maioria dos países tropicais. Pertence à família Caricaceae e tem como nome científico Carica papaya. É uma fruta tropical muito rica em açúcares, sais minerais, nomeadamente fósforo, cálcio, magnésio e sódio, e vitaminas A, C, e D. Tal como outros frutos de polpa alaranjada, a papaia é uma excelente fonte de betacarotenos, um antioxidante que protege a pele das agressões causadas pelos raios ultravioletas e retarda o aparecimento de manchas na pele associadas à idade.

Papaia, um fruto de polpa alaranjada e sementes negras

Papaia, um fruto de polpa alaranjada e sementes negras

Meia papaia é suficiente para suprir as necessidades diárias de vitamina C a um adulto. Este fruto pode ser comido em jejum ao natural, em saladas e até mesmo em doces como mousse.

Mas um dos maiores benefícios desta fruta é a existência da papaína, uma enzima que favorece a digestão, contribui para a decomposição das gorduras e previne a fadiga.

Além disso, este fruto protege as mucosas dos intestinos e contém substâncias antibacterianas. A sua polpa aplicada externamente alivia as picadas de insectos. A sua alta densidade de potássio e de cálcio pode ser benéfica contra hipertensão e na prevenção de problemas cardiovasculares.

Pense nos benefícios que o consumo deste fruto poderá ter. E você, já comeu papaia hoje?

Radicais livres vs Antioxidantes

Actualmente, os cientistas tendem a concentrarem-se no papel que os nutrientes podem ter na manutenção da saúde, nomeadamente na redução do risco de desenvolvimento de doenças crónicas e em determinadas formas de cancro.

Muitas destas investigações têm como alvo nutrientes que contêm vitamina C, E e betacaroteno, sendo estes denominados por antioxidantes devido à sua capacidade de defender o organismo dos radicais livres. Esta característica dos antioxidantes é importante na redução de certas patologias (envelhecimento precoce e a doença de Alzheimer, por exemplo).

Os radicais livres têm em comum o modo como os seus electrões estão dispostos. Em condições normais os electrões encontram-se aos pares, o que lhes confere estabilidade, no entanto, nos radicais livres existem sempre um ou mais electrões desemparelhados, sendo estes instáveis e prejudiciais para a saúde.

free-radical

Estes, normalmente formados por processos metabólicos (respiração celular) podem aumentar, em resultado de factores externos como a poluição ambiental, radiações ionizantes (raios-X), entre outros. Os radicais para se tornarem estáveis têm duas hipóteses: tirar/dar um electrão a uma molécula/átomo vizinho, mas isto levará sempre a formação de radicais, sendo por isso necessário os antioxidantes.

Os antioxidantes vão em defesa, principalmente das proteínas, dos lípidos das membranas celulares e do ADN. Estes podem ter duas origens: em sistemas defensivos do organismo controlados por metalo-enzimas e enzimas que contém um ião de metal ou em nutrientes antioxidantes como a vitamina E (encontrada nas nozes, peixe, avelãs, entre outros), vitamina C, (citrinos, morangos, entre outros) e o betacaroteno (pigmento natural das plantas, frutos e vegetais).

Não acha que é tão fácil ajudar o nosso organismo a proteger-nos?