Mais um passo no projecto: novas amostras!

Chegando à época das anonas cá na região, decidimos aproveitar este fruto para analisar o seu poder antioxidante. Deste modo, também seleccionamos as caiotas ou chuchu (nome conhecido em outras zonas do país e no Brasil).

Anona utilizada por Grupiv

Caiota utilizada por Grupiv

Annona cherimoya, conhecida simplesmente como anona, é uma espécie nativa da América Central, sendo o fruto de cor verde e com pequenas “depressões” e o seu interior branco com sementes pretas. Estas últimas são tóxicas uma vez ingeridas, daí servirem de insecticida natural. É um fruto rico em fósforo, ferro e vitamina C.

Sechium edule, conhecida como caiota, é uma espécie das família das cucurbitáceas (plantas rastejantes e trepadeiras, como a abóbora, o pepino, o melão, entre muitos outros) também nativa da América Central e considerada como um fruto devido ao facto das suas sementes estarem incorporadas por uma parte comestível. É rico em fibras, potássio e vitaminas A e C. Toda a planta é comestível.

Procedeu-se então da mesma forma do que as frutas anteriores para a extracção de compostos antioxidantes em metanol e filtração (para os mais esquecidos –> 2º Etapa – Metanol e Filtração). Como as caiotas são consumidas maioritariamente cozidas, decidimos fazer dois extractos para tal, um com este fruto cozido e outro deste fruto ao natural.

Anona cortada ao meio

A cozer as caiotas

Caiota cozida no gobelé da esquerda e respectiva água de cozedura no gobelé da direita

Preparado de anona antes de adicionar metanol

Grupiv

 

3º Etapa – Análise no colorímetro

No passado dia 18 de Janeiro, a Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores disponibilizou-se para nos ajudar na análise dos extractos no colorímetro (para os mais esquecidos –> Colorímetro).

Os extractos já evaporados

Iniciou-se com a preparação das soluções de DPPH, vitamina C e dissolveu-se uma pequena porção de cada extracto em metanol.

Solução de DPPH à esquerda e solução de vitamina C à direita

De seguida, adicionou-se a solução de DPPH a vários tubos de ensaio e respectivas soluções dos extractos e vitamina C para ver se ocorreria a sua redução (mudança da cor violeta para amarelo).

Soluções de DPPH antes de serem adicionados os extractos e vitamina C

Finalmente passou-se para a análise no colorímetro em si, no qual foi possível determinar a absorvância e transmitância de cada solução, podendo assim determinar a sua concentração em teor antioxidante.

Soluções de DPPH + extractos e vitamina C após algum tempo. Repare como as soluções reduzidas possuem uma coloração amarela ou mais clara.

Autoria: Ângela e Juliana

1ºs Resultados

Ainda realizado no 1º Período, os extractos de Elaeagnus umbellata (uvas-do-Brasil) não poderam ser aproveitados para testar o poder antioxidante.

O objectivo seria averiguar se o ambiente influenciaria na quantidade de antioxidantes. Deste modo o filtrado das E. umbellata foram divididos em três porções iguais, sendo sujeitas a diferentes formas de evaporação:

  • Uma das porções do filtrado foi evaporada naturalmente (à luz e a temperatura ambiente). Contudo, devido à presenças de açúcares, este criou bolor (fungos);
Porção que foi evaporada naturalmente
  • Uma segunda porção foi evaporada ao escuro e à temperatura ambiente. À semelhança do anterior, este também criou fungos;
Segunda porção que foi evaporada ao escuro
  • Finalmente, a terceira porção foi evaporada por destilação simples, tendo-se obtido um extracto em menores quantidades do que a esperada. Apesar disso, como não foi possível controlar a temperatura da destilação, este não se encontra em condições de ser analisado.

Como este processo não correspondeu às nossas expectativas, decidimos mudar de estratégia: os passos posteriores à filtração foram realizados na universidade com o auxílio do evaporador rotativo, para não corrermos o risco de perder os extractos novamente, uma vez que há um melhor controlo dos mesmos (temperaturas constantes e baixas para não permitir a criação de fungos).

de Grupiv