3º Etapa – Análise no colorímetro

No passado dia 18 de Janeiro, a Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores disponibilizou-se para nos ajudar na análise dos extractos no colorímetro (para os mais esquecidos –> Colorímetro).

Os extractos já evaporados

Iniciou-se com a preparação das soluções de DPPH, vitamina C e dissolveu-se uma pequena porção de cada extracto em metanol.

Solução de DPPH à esquerda e solução de vitamina C à direita

De seguida, adicionou-se a solução de DPPH a vários tubos de ensaio e respectivas soluções dos extractos e vitamina C para ver se ocorreria a sua redução (mudança da cor violeta para amarelo).

Soluções de DPPH antes de serem adicionados os extractos e vitamina C

Finalmente passou-se para a análise no colorímetro em si, no qual foi possível determinar a absorvância e transmitância de cada solução, podendo assim determinar a sua concentração em teor antioxidante.

Soluções de DPPH + extractos e vitamina C após algum tempo. Repare como as soluções reduzidas possuem uma coloração amarela ou mais clara.

Autoria: Ângela e Juliana

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Espectrofotómetro e colorímetro – Dois aparelhos famosos no mundo dos antioxidantes

Espectrofotómetro
Espectrofotómetro

O espectrofotómetro é um instrumento que permite comparar a radiação absorvida ou transmitida por uma solução que contém uma quantidade desconhecida de soluto e uma quantidade conhecida da mesma substância.

Todas as substâncias podem absorver energia radiante (mesmo o vidro, que parece completamente transparente, absorve comprimentos de ondas que pertencem ao espectro visível). A absorção das radiações ultravioletas, visíveis e infravermelhas dependem das estruturas das moléculas, sendo característica para cada substância química.

Quando a luz atravessa uma substância, parte da energia é absorvida (absorvância): a energia radiante não pode produzir nenhum efeito sem ser absorvida.

A cor das substâncias deve-se à absorção (transmitância) de certos comprimentos de ondas da luz branca que incide sobre elas, deixando transmitir aos nossos olhos apenas aqueles comprimentos de ondas não absorvidos (ou seja, não vemos aqueles que são captados).

Colorímetro
Colorímetro

Basicamente com as mesmas características que o aparelho referido acima, temos o colorímetro, que é descrito geralmente como qualquer instrumento que caracteriza amostras de cores e é o aparelho utilizado pelo nosso grupo actualmente.

Na química, o colorímetro é um aparato que permite a determinação da absorvância de uma solução em uma frequência particular cores. Colorímetros tornam possíveis as verificações de concentração de um soluto conhecido, desde que esta seja proporcional à absorvância.

Adaptado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofot%C3%B4metro; http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofotometria; http://pt.wikipedia.org/wiki/Color%C3%ADmetro

Autora: Carolina Murta

Método DPPH

Entre os vários processos para a detecção de radicais livres nos organismos ou o poder antioxidante de uma certa substância, seleccionamos o Método do DPPH.

O DPPH (2,2–Difenil–1–picril–hidrazila) é um radical livre que fica reduzido ao receber um H (hidrogénio) de uma substância dadora (o antioxidante), tornando-se numa molécula estável (fica assim sem necessidade de oxidar outros compostos). Este radical possui, em solução, cor violeta e muda para amarelo ao ser reduzido, ou seja, sofre uma descoloração. E como já devem estar a pensar, quanto maior o potencial antioxidante de uma alimento, mais rápido e acentuada será essa descoloração. Ora, a mudança de aspecto é facilmente detectável, o que torna este método simples e prático.

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Para obter dados com maior precisão, utiliza-se um espectrofotómetro (que será explicado posteriormente) ou um colorímetro, devido à forte absorção de comprimentos de onda na banda dos 515nm por parte do DPPH. Grupiv terá auxílio deste último aparelho mencionado.

Nesses instrumentos, o feixe de luz ao contactar com a solução DPPH + alimento, indicará a quantidade de radiação que absorveu, podendo assim marcar um gráfico de absorvância – concentração de soluto.

Adaptado de protocolos fornecidos pela Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores.

Autora: Ângela Medeiros

Introdução ao método experimental

Dia 14 de Outubro – Expedição à Universidade

Para consolidar ideias e obter opiniões  especializadas, nada melhor do que uma visita à Universidade dos Açores . Segundo a orientação da Dra. Carmo Barreto da cadeira de Bioquímica, tivemos uma breve formação acerca dos métodos utilizadas para detecção de radicais livres ou o potencial antioxidante de alimentos. Essas explicações foram ilustradas com exemplos como o chá verde e a vitamina C, já muito conhecidos pelas suas propriedades antioxidantes.

A ouvir atentamente as explicações da Dra. Carmo Barreto

A ouvir atentamente as explicações da Dra. Carmo Barreto

Foi-nos então aconselhado a utilização do Método do DPPH (que será explicado numa próxima postagem), sendo-nos fornecido temporariamente um aparelho chamado colorímetro, próprio para análise da absorvância das amostras em estudo.

Além desses momentos, também explorámos diferentes materiais de laboratório, os quais a Escola não possui, como o material necessário para uma destilação fraccionada, entre outros.

IMGP0896

A adquirir mais conhecimentos

Para finalizar, inicíamos a metodologia experimental para as Elaeagnus umbellata.

Início da metodologia experimental das E. umbellata

Início da metodologia experimental das E. umbellata

Para os mais curiosos: http://www.uac.pt/intro.php (site da Universidade dos Açores)