Análise férrica das águas da região das Furnas

Como já foi referido em postagens anteriores, seleccionamos três águas diferentes da região das Furnas: “Glória Patri”, Nascente “Grutinha II” e próximo das fumarolas. O principal objectivo foi verificar se as mesmas eram próprias para consumo sabendo a sua quantidade de ferro. Se as águas apresentarem uma quantidade de ferro acima dos 0,3mg/l torna-se não potável, adquire um sabor metálico e pode manchar superfícies. Se as águas apresentarem uma percentagem de ferro próximo do valor máximo permitido tem uma maior capacidade de oxidar compostos do que aquelas com uma quantidade mínima ou nula de ferro.

Nascente "Grutinha II"

Para análise dessas águas, utilizou-se um método para reduzir o ião férrico (Fe3+) a ião ferroso (Fe2+). Para tal, recorreu-se ao ácido ascórbico como agente redutor e a fenantrolina para formar quelatos (compostos que “aprisionam” os iões metálicos) com os iões de ferro. Registou-se inicialmente a absorvância de concentrações de ferro conhecidas para traçar uma curva de calibração através de um gráfico, que serve para localizar a absorvância das concentrações de ferro desconhecidas das águas podendo assim determinar a sua concentração.

Soluções padrão de ferro - As que apresentam uma cor mais escura possuem maior quantidade de ferro dissolvido

Obteve-se bons resultados uma vez que a curva de calibração apresenta boa linearidade. Das águas analisadas conclui-se que a da Glória Patri apresenta uma quantidade de ferro mínima o que a torna própria para consumo. Em relação às outras águas, estas apresentam quantidades de ferro elevadas o que as torna impróprias para consumo, até mesmo para lavagens de objectos.

As três águas analisadas. Repare que a cor laranja significa que estas águas apresentam uma quantidade de ferro elevada

Elaborado por: Ângela Medeiros, Carolina Murta e Juliana Ponte

Fontes:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/vitaminas/vitamina-c-acido-ascorbico.php

http://www.analista.com.br/fichas/Fenantrolina.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Acetato_de_s%C3%B3dio

Decreto-Lei 306/2007, de 27 de Agosto

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3º Etapa – Análise no colorímetro

No passado dia 18 de Janeiro, a Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores disponibilizou-se para nos ajudar na análise dos extractos no colorímetro (para os mais esquecidos –> Colorímetro).

Os extractos já evaporados

Iniciou-se com a preparação das soluções de DPPH, vitamina C e dissolveu-se uma pequena porção de cada extracto em metanol.

Solução de DPPH à esquerda e solução de vitamina C à direita

De seguida, adicionou-se a solução de DPPH a vários tubos de ensaio e respectivas soluções dos extractos e vitamina C para ver se ocorreria a sua redução (mudança da cor violeta para amarelo).

Soluções de DPPH antes de serem adicionados os extractos e vitamina C

Finalmente passou-se para a análise no colorímetro em si, no qual foi possível determinar a absorvância e transmitância de cada solução, podendo assim determinar a sua concentração em teor antioxidante.

Soluções de DPPH + extractos e vitamina C após algum tempo. Repare como as soluções reduzidas possuem uma coloração amarela ou mais clara.

Autoria: Ângela e Juliana

Espectrofotómetro e colorímetro – Dois aparelhos famosos no mundo dos antioxidantes

Espectrofotómetro
Espectrofotómetro

O espectrofotómetro é um instrumento que permite comparar a radiação absorvida ou transmitida por uma solução que contém uma quantidade desconhecida de soluto e uma quantidade conhecida da mesma substância.

Todas as substâncias podem absorver energia radiante (mesmo o vidro, que parece completamente transparente, absorve comprimentos de ondas que pertencem ao espectro visível). A absorção das radiações ultravioletas, visíveis e infravermelhas dependem das estruturas das moléculas, sendo característica para cada substância química.

Quando a luz atravessa uma substância, parte da energia é absorvida (absorvância): a energia radiante não pode produzir nenhum efeito sem ser absorvida.

A cor das substâncias deve-se à absorção (transmitância) de certos comprimentos de ondas da luz branca que incide sobre elas, deixando transmitir aos nossos olhos apenas aqueles comprimentos de ondas não absorvidos (ou seja, não vemos aqueles que são captados).

Colorímetro
Colorímetro

Basicamente com as mesmas características que o aparelho referido acima, temos o colorímetro, que é descrito geralmente como qualquer instrumento que caracteriza amostras de cores e é o aparelho utilizado pelo nosso grupo actualmente.

Na química, o colorímetro é um aparato que permite a determinação da absorvância de uma solução em uma frequência particular cores. Colorímetros tornam possíveis as verificações de concentração de um soluto conhecido, desde que esta seja proporcional à absorvância.

Adaptado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofot%C3%B4metro; http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectrofotometria; http://pt.wikipedia.org/wiki/Color%C3%ADmetro

Autora: Carolina Murta

Método DPPH

Entre os vários processos para a detecção de radicais livres nos organismos ou o poder antioxidante de uma certa substância, seleccionamos o Método do DPPH.

O DPPH (2,2–Difenil–1–picril–hidrazila) é um radical livre que fica reduzido ao receber um H (hidrogénio) de uma substância dadora (o antioxidante), tornando-se numa molécula estável (fica assim sem necessidade de oxidar outros compostos). Este radical possui, em solução, cor violeta e muda para amarelo ao ser reduzido, ou seja, sofre uma descoloração. E como já devem estar a pensar, quanto maior o potencial antioxidante de uma alimento, mais rápido e acentuada será essa descoloração. Ora, a mudança de aspecto é facilmente detectável, o que torna este método simples e prático.

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Repare que o átomo de azoto (N) "ganhou" o hidrogénio (H), ficando assim reduzido

Para obter dados com maior precisão, utiliza-se um espectrofotómetro (que será explicado posteriormente) ou um colorímetro, devido à forte absorção de comprimentos de onda na banda dos 515nm por parte do DPPH. Grupiv terá auxílio deste último aparelho mencionado.

Nesses instrumentos, o feixe de luz ao contactar com a solução DPPH + alimento, indicará a quantidade de radiação que absorveu, podendo assim marcar um gráfico de absorvância – concentração de soluto.

Adaptado de protocolos fornecidos pela Dra. Carmo Barreto da Universidade dos Açores.

Autora: Ângela Medeiros