Nós contra os radicais livres!

Mitocôndria - organelo responsável pela respiração celular

Como já foi referenciado numa postagem anterior (clique aqui), o nosso organismo produz radicais livres devido a processos metabólicos, nomeadamente a produção de energia (ATP), na qual o oxigénio tem um papel muito importante. No entanto, o nosso próprio corpo produz substâncias que são capazes de anular ou diminuir o stress oxidativo provocado pelos RL – as enzimas (proteínas) antioxidantes. Dessas enzimas destacam-se três:

  • A superóxido dismutase: da respiração celular resultam uns compostos denominados superóxidos que por serem muito reactivos e instáveis, vão-se ligar a outras moléculas, como o azoto, podendo levar a mutações no DNA e consequentemente o aparecimento de cancro. Também destrói enzimas que têm na sua constituição ferro, libertando este para a célula. Esse ferro em excesso é tóxico, podendo provocar lesões no fígado e pâncreas. A superóxido dismutase “transforma” este radical em oxigénio (que poderá ser reaproveitado) e peróxido de hidrogénio (ainda muito reactivo);

Enzimas são proteínas formadas por centenas ou mais de aminoácidos

  • A catalase: o peróxido de oxigénio mencionado anteriormente (presente em detergentes e anti-sépticos) é então decomposto por esta enzima. Este radical, também muito reactivo, é semelhante ao superóxido e poderá oxidar lípidos das membranas celulares, levando a uma falha na permeabilidade e na troca selectiva da mesma (haverá a entrada de corpos estranhos para o interior da célula e a libertação de organelos para fora da mesma). A catalase decompõe o peróxido de hidrogénio em água e oxigénio, ambos necessários e inofensivos ao organismo;

  • A glutationa: esta enzima é sintetizada no fígado e também “degrada” o peróxido de hidrogénio. Além de reduzir outros radicais livres, a glutationa “conserta” a vitamina C oxidada, repara o DNA danificado e estimula a síntese de outros proteínas.

Apesar do nosso organismo produzir estas enzimas tão valiosas, com a poluição, a alimentação não equilibrada e o estilo de vida sedentário, estas não são o suficiente para proteger cada um do stress oxidativo. É por isso que uma dieta rica em antioxidantes é o mais aconselhável!

Autora: Ângela

Fontes: http://en.wikipedia.org/wiki/Glutathione

http://en.wikipedia.org/wiki/Superoxide_dismutase

http://en.wikipedia.org/wiki/Catalase

http://www.mundovestibular.com.br/articles/1147/1/ANTIOXIDANTES/Paacutegina1.html

Ananás – Antioxidante Real

Nativo do Paraguai e Brasil, de nome científico Ananas comosus, o ananás é um fruto muito apetecido em qualquer época do ano, sendo muito cultivado nos Açores. O seu exterior assemelha-se a escamas, possui uma “coroa” de folhas e o seu interior é amarelo e de sabor ácido e doce.

Ananás cortado às fatias

Ao contrário do que muitos pensam, o ananás não é apenas um fruto, mas sim vários (um fruto múltiplo), ou seja, devido à quantidade de flores próximas umas das outras, os vários frutos acabam por se unir numa única massa. O figo é também um fruto múltiplo.

Flores que irão gerar um ananás

Rico em fibras, sais minerais e vitaminas C e B1, constitui um óptimo antioxidante. As suas grandes quantidades de manganésio auxiliam na síntese de enzimas como as hidrolases (enzimas que promovem a separação de moléculas orgânicas com água) e as oxidoreductases. A indústria aproveita do ananás o ácido cítrico, a bromelina e o ácido málico para produção de fármacos (anti-inflamatórios), aromatizantes e estabilizantes (conservantes, sumos, panificação, entre outros).

O ananás pode ser consumido ao natural, em conserva, em sumos, cristalizado, sobremesas, iogurtes, licores, entre outros.

E você, já comeu ananás hoje?

Autora: Ângela

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Pineapple

http://saude.sapo.pt/artigos/dossiers/nutricao/ver.html?id=783541